Hoje quero falar sobre um assunto de extrema importância para as famílias e para a sociedade de uma forma geral. Defendo a ideia de que a educação é o caminho para o progresso de um país. E quando falamos em educação, a leitura é uma das principais práticas que deve ser adotada não somente no ambiente escolar, mas também no convívio familiar, na relação entre pais e filhos.
A falta de leitura no Brasil ainda é um problema presente nestes dois contextos, tanto no ambiente escolar quanto no familiar. Enquanto na maioria dos países europeus, a França é um exemplo, lê-se em média um livro por mês, no nosso País, pesquisas relatam que o brasileiro lê apenas dois livros limitados a cem páginas por ano.
Inúmeras são as causas para essa falta de leitura. Uma delas é a substituição do livro pela televisão. Na "era da informação", este instrumento se tornou bastante popular e se transformou no centro das atenções de muitas famílias brasileiras. Não que ela não seja um instrumento útil para o ser humano, mas o que observamos é o mau uso deste equipamento em relação à informação. Com certeza, os programas de maior audiência no cenário nacional são as tradicionais novelas, que nada têm a transmitir de valor cultural e educacional à população. Além disso, é muito mais fácil se sentar no sofá da sala e assistir ao noticiário da TV do que dedicar algumas horas à simples tarefa de ler um jornal impresso.
Outra causa é a falta de influência da família. O incentivo dos pais à prática da leitura é algo de extrema importância para a formação da criança. Infelizmente, o que o observamos é a falta deste estímulo no ambiente familiar, principalmente nas camadas menos favorecidas da sociedade. Tal problema acaba gerando uma espécie de cadeia hereditária, na qual essa deficiência é transmitida de geração a geração através dos pais que não foram estimulados quando ainda crianças. Há casos em que a família deposita toda a responsabilidade educativa na escola, como se ela fosse a única responsável pelo processo de desenvolvimento da leitura de seus filhos. Na verdade, é como se os pais negligenciassem o seu importante papel, que é o de servir de espelho para as suas gerações futuras.
Várias são as consequências ruins provocadas pela falta de leitura. Entre elas podemos destacar a falta de informação, ou melhor, a informação incompleta e transmitida de forma equivocada ou até mesmo intencional pela mídia. Às vezes a matéria que vai ao ar pelo noticiário é formulada de acordo apenas com a interpretação do chefe de jornalismo. Tal procedimento limita a capacidade crítica em relação à informação, uma vez que, a mensagem principal é passada de forma impositiva ao leitor/espectador.
A dificuldade em ler textos extensos ou com linguagem científica, no qual exige uma maior atenção é outra consequência advinda da falta de leitura. Certamente, quando não há o pleno exercício mental praticado na infância e adolescência, torna-se irritante ler textos enormes. Ao invés de ser prazerosos, são lidos apenas por mera obrigação.
Diante das causas citadas que provocaram este triste panorama da falta de leitura no País, é preciso pensar em soluções que possam ao menos tentar amenizar este problema. Desenvolver um hábito de leitura prazerosa tanto no ambiente escolar quanto no familiar seria a principal delas. O prazer em ler é uma virtude que pode ser facilmente desenvolvida no indivíduo desde que haja uma forte influência da família nesse sentido. Os pais, na verdade, são os principais agentes responsáveis que possuem o dever de investir na educação de seus filhos, incentivando-os à prática da leitura. Esta também deve despertar a atenção, ser cativante. Logo, é indispensável que as escolas invistam em boas bibliotecas e utilizem novos recursos que conscientizem os seus alunos acerca da importância da leitura em suas vidas.

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